Contadores experientes e bem sucedidos também pararam de reclamar há tempo, sairam na boa das crises, e não foi assim...

Créditos de imagem: perasinema.com
 
 
Certamente você já deve conhecer essa história:
- quando escrita em chinês a palavra "crise" é composta de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade.
 
 
Interessante é que cada pessoa pode escolher qual o caractere que define o seu carácter: - o do perigo (do medo, do prejuízo) ou o da oportunidade (o do entusiasmo e da prosperidade).
 
Isto é um fato. Então se você quer estar do lado da oportunidade… procura-a. E aproveita-a quando ela lhe é facilitada
 
O problema é que grande parte das pessoas, - e sem exceção, certos profissionais da Contabilidade -, não reconhecem uma oportunidade nem que ela lhes morda o traseiro, de tão focados e estressados que estão na crise!
 
Nessas fases há ações e atitudes que podem piorar tudo e há ações e atitudes que podem melhorar tudo.
 
Você saber essa diferença pode ser crucial para o futuro de sua Contábil e de sua própria vida.
 
Falaremos aqui sobre ações para superar uma crise; as contrárias será fácil deduzir:
 
 
# Antecipe a crise

Porque você acha que nós temos que ter uma vida abundante?

 

Porque se você fica nessa "sofrência de sobrevivência”, de ficar só em cima da linha do fio da navalha, sem ter espaço de manobra, como é que você vai enfrentar o que virá depois, o que vem por aí no seu lado também? Ou seja, temos que ter um certo lastro de prosperidade em nossas vidas para antecipar, prevenir "alguma coisa fora do esquadro", fora da normalidade nossa, que pode acontecer a qualquer momento. Estamos de acôrdo até aqui?

 

Fica evidente que quando temos um certo espaço ou lastro financeiro para margem de manobra conseguimos ver as coisas com mais clareza, sem a pressão de ter que “matar um leão por dia” ou “vender o almoço para ter o que comer no jantar”, certo?

 

#  Aceite o que acontece

Aconteceu uma tragédia, no seu negócio ou na sua vida. É "phoda". Mas, primeira providência, aceite o que aconteceu. 

 

"Mas, pô, e agora, cara?"

 

Respire fundo e pergunte-se:

- “ Okey, quais são minhas circunstâncias agora?”

 

Certamente são diferentes do que eram antes, óbvio...

 

Mesmo assim, é preciso aceitá-las sem atribuir a culpa a ninguém, sem aquele vitimismo que não vai resolver m... nenhuma!

 

E no entanto, ahhh minha amiga, meu amigo, o que se observa na prática, são três tipos de reações mais frequentes:

# Não aceitam: “Não... não... não...não!”. (Apesar disso, o mundo continua sem eles... E portanto é a pior opção atitudinal.)

# Aceitam e suportam: “Poha, eu não queria isso!” (Mas  que tem que ser). “Eu tenho que lidar com isso, mas eu não quero” (Mas tem que ser. Então o que assistimos geralmente são pessoas assim entrar em “estilo de vida sobrevivência”.)

# Aceitam e aproveitam: - “Está bem, o jogo mudou. Como é que eu posso jogar isso?”. “Como é que se joga agora?”. As regras são outras, as circunstâncias são diferentes, empregados-chaves estão se demitindo e outros tenho que demitir para baixar a folha. E ficarei praticamente sozinho. E agora?

 

 

# Olhe o grande cenário, o contexto amplo. 

Muito se recomenda aos empresários e empreendedores sobre a necessidade de serem focados.

 

Foco é muito bom, mas levado ao exagero, também pode ser muito contraproducente.

"Pera lá, como assim?"

 

Foco é bom e extremamente recomendado quando se trata de trabalhar, de executar uma tarefa ou levar um projeto ao programado.

 

Porém, cuidado com esse foco quando você precisa criar soluções... criatividade... foco... criatividade...soluções.

 

Pois quando você está extremamente focado em uma coisa, no teu problema ou crise, por exemplo, seja de que natureza for, não estarás enxergando o teu cenário amplo de possibilidades, ou  a tua linha no horizonte límpida e ensolarada após muitas tempestades de agonia noturna...

 

Perceba que com medo, apavorado(a), a tua criatividade vai pro espaço, afunila e te estrangula a visão periférica e até a inteligência.

 

Sim senhor, sim senhora, o medo faz isso...

 

De tão focados, tem gente que numa crise continua focada tanto, mas tanto, no problema,  sem competência para encaminhar soluções.

 

Tipo assim: - estão caçando na selva, de repente surge um leão à frente e esquecem de usar o rifle com mira a laser que trazem nas mãos. Em vez disso, borram as calças por medo. Aquilo é tão violento que elas perdem a noção da realidade.

 

Portanto, pense um pouco: - sua capacidade de achar soluções para o seu Escritório de Contabilidade ou para sua vida agora não está mais no focar e sim na dispersão.

 

É de largar o computador por um tempo, sair fora daquelas planilhas de rotinas do Pessoal, Fiscal, Contábil, Administração-Legalização etc. etc. etc. e... dar um passo para trás para enxergar melhor.

 

Ou dar uma volta no quarteirão lá fora para espairecer e poder pensar melhor.

 

Porém, cuide: - nada de pensamentos lineares, condicionados, rotineiros; é preciso mesmo dispersar, sacudir, agitar os seus neurônios.

É atentar para múltiplas coisas, chances, possibilidades. É daí que vem a criatividade.

Porque a solução nunca vem de onde está o problema. Está sempre por perto, mas não ali onde você pensou antes.

Talvez esteja logo ali ao lado, então você precisa abrir o enquadramento de sua câmera mental e ver o que acontece.

 

Sim, mas... e onde estão as oportunidades até aqui?

A primeira está no fato de não poder voltar ao que era antes; a outra é sentir-se convidado a fazer melhor.

“Se as coisas mudaram nós aqui também vamos fazer melhor”. 

“Ah é para me ferrar? Pois agora vou fazer melhor”.

 

Como diz aquele ditado chinês: - Ao tropeçares em uma pedra, dando aquela topada cruel, ou você cai ou naquele décimo de segundo você dá um passo maior...

Então, as dificuldades, as crises tem mesmo relação com oportunidades, concorda?

 

Vejamos:

                O que nos impede de ver o contexto

1º fator: # Falta de experiência

Esse efeito da experiência prévia é muito importante. Se já passaste por isso ou aquilo, na próxima vez será mais fácil.

Conseguiste fazer o que conversamos à pouco? Te distanciaste para ver o todo como forma de encontrar soluções? Bingo, já tens o segredo.

Como bom brasileiro nascido e criado às voltas com crises, já faz isso facilmente à partir da terceira, quarta, quinta...

Então, o que nos impede de ver nosso contexto amplo são coisas novas pelas quais nunca passamos.

Ou, coisas que já nos atingiram mas nunca resolvemos à contento, sem saber o que fazer, mexendo sempre nos mesmo pontos ou aspectos, correndo em círculos, tentando solucionar circunstâncias diferentes com a mesma maneira de sempre, que pode, hoje, não ser a maneira melhor.

 

2º fator: # Falta de auto-confiança

E o que é falta de auto-confiança? É você colocar em dúvida a sua intuição.

Assim: - você se distancia, começa a ver soluções viáveis, mas... ”Caráca, pôxa, mas será que?”

Caiste na armadilha da dúvida fácil, faltou auto-confiança.

Intuição é um bicho interessante.

É boa conselheira quando estamos falando de assuntos que dominamos.

Isso não quer dizer que seja sempre boa, que seguir intuição é sempre bom. Muitas vezes pode nos empurrar num pântano de resultados ainda piores.

De novo: - intuição funciona, é positiva e boa, quando a deixamos fluir sobre assuntos que nós dominamos. Ali nosso subconsciente trabalha a nosso favor: - está habituado ao contexto, e portanto, também habituado, treinado por suas experiências e práticas anteriores a funcionar naquele “campo de batalha”.

 

3º fator: # Deixar-se dominar pela emoção

Quando nos deixamos dominar pela carga pesada emocional do problema, tragédia ou crise, acontece um reforço no afunilamento de nossa atenção, que geralmente está focando de um ângulo errado e nós deixamos de enxergar soluções viáveis.

Não entre naquela conversinha de “não foque no problema, foque na solução”. Focar na solução não existe. A solução, por definição, não vem do foco, o que não deixa de ser uma baita chatice, concorda?

Por isso, temos que então, desfocar, abrir a mente, e começar a encarar o contexto, o que está acontecendo, ver onde estão os custos, os recursos, quais são as ferramentas que estão à nossa disposição

E para termos uma visão clara sobre isso, nós temos que estar neutros, desligados emocionalmente. É má ideia tomar uma decisão importante na vida ou nos negócios sob enorme pressão emocional, vale lembrar.

 

Como se vê o grande cenário ou se enxerga o contexto amplo no qual estamos inseridos?

# Buscando ajuda, convocando solucionadores: - todos nós somos muito bons conselheiros nos problemas nos negócios e na vida dos outros.

E maus conselheiros nos nossos  problemas.

Então, é conveniente, em situações problemáticas, solicitar ajuda, de amigos em quem confiamos e atribuímos certo tipo de experiência em relação ao nosso caso. Ou até mesmo, dependendo da situação, buscar ajuda profissional.

Em ambos os casos, as pessoas não podem estar envolvidas emocionalmente com as questões de dúvida, atrito ou embaraço que nos afligem, seja ele financeiro, de relacionamento, ou seja lá do que se trate.

Não é uma boa ideia tentar resolver tudo sozinho.

 

# Fazendo perguntas do tipo...

1.  Como é que fulano ou fulana (sua figura de referência predileta naquele tipo de assunto, seu pai, avô, guru, coach, etc.) resolveria isso?

2.  Na real, qual é o problema?

(É preciso ir criando contornos, até defini-lo, delimitá-lo até atingir o cerne da questão. Então teremos bem claro: o problema é isto, isto, isto, mais isto. Não, não é mais aquilo que pensamos agora, é isto que já foi visto antes.

Todos seus empregados pediram demissão da sua empresa...

Não é que a sua ideia seja má, a sua proposta não tenha sido validada ou você não seja bom administrador, etc. Nada a ver.

Um concorrente de fora, multinacional, com grande “poder de fogo” abriu filial na sua região e contratou todos os seus colaboradores. Sua equipe formada com tanto empenho, cuidado e investimento até ontem, hoje vazou. Esse é o problema, bem delimitado, sem as demais elucubrações que vierem à sua cabeça quente.)

 

3.  Contexto?

(Hã?

 Sim, o contexto é: “O que aconteceu para isso acontecer?” O que ocorreu para nos vermos nesta situação? Qual foi a sequencia de acontecimentos?

Isso é importante levantar porque nos dá experiência. No futuro, em situação, já veremnos uma sequencia, um desencadear semelhante e podemos intervir, já prevendo mais ou menos o que tende a acontecer se for deixado correr frouxo.)

Perceba que estas perguntas são importantes, pois lhe ajudam, mesmo sem querer, mesmo que não tenhas atinado para a coisa, elas nos ajudam a se desligar emocionalmente da bronca ou enrascada da vez.

 

4. O que de pior pode acontecer?

(Isto.

Responda, formule, escreva, defina.

E ao mesmo tempo você estará se preparando emocionalmente para esta eventualidade.

Vai mudar sua vida toda? Se acontecer, terás que saber lidar com isso. Ponto.)

 

5. Qual é o melhor que pode acontecer?

(Aconteceu tal coisa? Então vamos tentar melhorar daqui para frente.

Vem um cliente nervoso ao Escritório reclamando de uma falha de alguém da sua equipe e que lhe resultou em um sério contratempo e embaraço.

Quantas vezes já se fez a fidelização de um cliente nestas circunstâncias? É a melhor ocasião possível de demonstrar que você e sua equipe estão ali dispostos a atende-lo como vip!

Normalmente, dependendo de como aquela situação de crise, de problema, for tratada, você acaba ganhando um cliente mais fiel.

O que de melhor pode acontecer? Responda, formule, escreva, defina. E ao fazê-lo sentirás o seu cérebro já entrando a operar ou trabalhar em modo “solução”, levando a uma situação real melhor no futuro, que poderás colocar em prática, não deixando você “sonhar acordado”...)

 

6. Quais são as opções?

(O que se pode fazer?

Escreva numa folha ou no seu bloco de notas do computador 50 ideias que possas fazer, executar, para resolver o seu problema,

Anote, registre, sem censurar, sem julgar. Podem ser ideias absurdas como roubar, matar, assaltar um banco para resolver seu prejuízo. Em síntese, escreve, anote... sem critica, a si próprio ou à ideia.  Deixe fluir da sua mente, jorrar de preferência... Depois esqueça. Amanhã você dá uma peneirada, seleciona e decide  sobre alguma delas com maior potencial de lhe favorecer.)

 

7.Qual é a melhor opção?

(Escolha no máximo quatro das ideias alinhavadas. Plano A. plano B. plano C.

Há três critérios para escolher a melhor opção:

  • Potencial (potencial de grana que pode lhe proporcionar)
  • Relevância (O quanto é que a opção de solução em análise resolve sua crise? Tudo, parcialmente ou nada)
  • Velocidade (é o sentido de urgência/tempo em termos de implementação)

Atribua pesos - plano A.    plano B    plano C.

Potencial              5               5               3                      

 

Relevância 

                            2                4              3                                                                       

Velocidade 

                             2                3              1             

Total               9           12           7

 

Mais uma vez: - é muito importante esse procedimento porque você põe o seu cérebro a trabalhar e desligas as emoções. É no modo mental que estão as soluções práticas.)

 

8. Como essa opção “vencedora” será implementada para resolver o seu “causo” o quanto antes?

(Quais são os seus recursos? (dinheiro, competências, tempo disponível)

Quais são os meus aliados? (dinheiro, competências, tempo disponível)

Crises resolvem-se, mas nunca sozinho.  Mas se não tomares à frente, alguém poderá resolvê-la a favor dele.

O ego custa-nos muito dinheiro e muito esforço.

Nós pensarmos em agir de acordo com que as outras pessoas pensam de nós, só dá prejuízo.

Ninguém é super homem, nem super mulher.

Nenhum de nós é melhor do que ninguém, nenhum de nós é o centro do muniverso.

Hoje eu posso precisar de ajuda, amanhã pode ser você ou ele, ou ela.

Pode ser mais importante deixar-se ajudar, do que ajudar.)

 

9. Avaliação 

(Agora você vai se inteirar do que aconteceu após as providências.

# Funcionou?

Funcionou? Resolveu? Porque se não resolveu, teremos que retomar o processo e tentar novamente.)

 

(# O que aprendemos com esse embróglio?

# Agora temos um plano de contingência para evitar isso no futuro? (antecipar / prevenir)

# Treinou alguém no processo? (Esse é o detalhe que faz a diferença entre trabalhar sozinho e trabalhar em equipe. Todo mundo pode ter sua vida, seus projetos, mas todo mundo precisa de alguém em algum momento. Por isso, formar equipe de parceiros, de aliados, é importante. Guarde isso)

# E lembrando sempre de que outras pessoas já solucionaram esse tipo de problema.)

 

#. Faça o que é o correto (Ética)

Conhece alguém que diz: “isso aqui fiz tudo errado, mas tem que ser.”?

Quando quiser saber se uma pessoa a quem você pediu ajuda, empregou ou contratou é ética, então pergunte-lhe e preste atenção à resposta (se demorar muito em responder, cuidado...): - “Quanto em dinheiro você está disposto(a) a perder para te manteres fiel aos teus princípios”?

“Fazendo dessa maneira, que é a correta, vais perder mil reais.”

“humm...” (Já saindo pela tangente.)

Não existe meio termo, ou é correto ou não é correto. Sem desculpas, muitas explicações ou justificativas.

Tem o que se vende (ou se rende). E tem o ser humano que nem a pau, Juvenal !!

Toda autoridade vem dai.

Não é do conhecer, do saber muito, de ganhar muito. Ajuda, mas não é o essencial. O que ganha jogo é autoridade moral daquele que faz o que tem que ser feito. Com ética, correção.

 

#. Faça uma coisa de cada vez

 Aconteceu uma tragédia..

Ah ahhh... uma tragédia nunca é uma só, são vários problemas ao mesmo tempo que fazem sua cabeça ferver.

O que se pode fazer?

Listar os problemas e resolver um.

Sim, um de cada vez. Não são dois, é um, um de cada vez.

Agarre-se a um e estabeleça um tempo ou prazo para com os demais.

Ou atribua uma senha, ou coloque os problemas em fila indiana.

Mas nada de tentar atender dois ou mais ao mesmo tempo.

Isso é ter controle sobre o processo de solução, de maneira a não ser manipulado / enlouquecido por ele.

Não permita que se forjem situações de pressão, stress ou anarquia para o seu lado.

 

#. Não fique emocionalmente grudado(a) ao problema.

Você estará se traindo ao agir assim.

Seu foco não será mais a melhor solução do problema, ou a menos ruim, passando a só lhe interessar a recuperação da sua sensação de alívio e bem estar o mais rápido possível. Você pode estar se sentindo "encostado(a) na parede"... pressão... agonia!! É disso que você quer se livrar!

E esta armadilha lhe levará a aceitar maus negócios, maus acordos, e até prejuízos enormes, só para poder sair fora daquilo tudo o quanto antes, mesmo “com toda a maionese desandada” e com reflexos danosos previstos para seu futuro.

Coloque toda a sua carga racional a funcionar, pelo menos a ponto de contrabalançar as suas emoções peculiares em situação de tensão, conflito, crise.

 

#. Nunca desista de um objetivo importante para você

Você olha a situação e decide: “Nós vamos fazer assim, então!”

À primeira dificuldade que aparece: “Ehh, acho que vou desistir, adiar...”

Você até pode ser o(a) dono(a) da bola, mas este não é mais um jogo na rua de sua casa com crianças da vizinhança na época de sua infância. Você cresceu, agora é adulto, e o jogo é de negócios ou de vida. Haja da acordo.

Sua organização contábil vai de mal a pior e os números mostram a priori que é melhor encerrar as atividades.

Pode ser a solução, como pode não ser.

Retome o processo, analise.

E se resolver mesmo fechar o Escritório de Contabilidade, resolva todas as pendências antes, porque depois demandarão mais trabalho e custos, certamente.

 

Contadores experientes e bem sucedidos também pararam de reclamar há tempo, sairam na boa das crises, e não foi assim...

Seu telefone voltou a tocar mais? 

 

Para encerrar: - não se leve a sério demais.

Repetindo: - não somos o centro do universo, nem as últimas rosquinhas do pacote...

Desdramatize.

Os dias não gostam de pessoas ostentando um eterno baixo astral: sempre chateadas, tristes, amuadas, vingativas, mal humoradas, sempre se queixando e até rogando pragas por aí.

Por outro lado, os que gostam de gente assim, são as piores criaturas com que se possa ter que conviver. O melhor é manter distância de seus grupinhos ou “panelinhas” de fofocas ou mal dizer. A miséria gosta de companhia. Se esta pobreza mental faz o seu gênero...faça o uso que lhe convier...

Podemos superar muitas crises (= resistências à mudanças) quando desmontamos aquilo que achamos que sabemos.

Nós ficamos impossibilitados de resolver problemas quando não queremos ceder ou mudar em nada, sobre nada, vezes nada : - não queremos estar como estamos, não queremos mudar nada, mas não queriamos que isso tivesse te acontecido. Resolve?

 

Como disse um amigo meu:

“Peça ajuda, pô. Esta é uma lição fundamental da vida. Você nunca está sozinho.

Desabafe. Compartilhe a dor, a ansiedade, a insegurança. Os últimos dias tem sido intensos neste sentido.

Tanto na vida pessoal, quanto no trabalho, quanto com meus alunos. Amigos próximos enfrentando jornadas de separação, problemas de saúde, desafios no trabalho, mudanças na carreira, alunos com desafios em seus modelos de negócios, alguns a ponto de desistir de suas empresas.

Todos tiveram um ponto em comum: buscaram ajuda.

Compartilharam sua dor, sua ansiedade, suas dúvidas, seus dilemas, buscaram orientação, conforto ou apenas um ombro amigo.

Não julgue seus problemas pequenos - ou grandes - demais. Há sempre alguém que já passou por isso, ou que mesmo que não tenha passado, está disposto a ajudar, orientar ou apenas ouvir, o que muitas vezes já é muito.

No aprendizado, nenhuma dúvida é pequena demais. Pequeno é não perguntar e ficar sem saber a resposta.

No trabalho, os mais experientes estão lá para guiar o seu crescimento e desenvolvimento. Se eles não fazem isso, troque de trabalho e procure uma empresa melhor, hoje!

Na vida, os amigos e a família são as pessoas que você escolhe para dividir as pancadas e as alegrias. Você nunca está sozinho.

Cultive. Peça ajuda. Estenda a mão. A vida não vale porra nenhuma sem isso.”

 

Entendeu? O quer que...

 

Até mais.